segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Restauração precisa-se! ... clama a Pátria.

Comemorar a Restauração da Independência portuguesa, após uns desastrosos 60 anos de domínio estrangeiro, pouco dirá para as gerações actuais, que nasceram e sempre viveram sob domínio estrangeiro.

Para dar verdadeiro valor à pátria independente, é necessário um sentimento patriótico que não cabe na bagagem dos políticos e ideólogos actuais.

Hoje, quem dá valor à pátria livre e independente?
Ainda há gente de fibra e coração patriótico, herdeiros da veneranda progénie de sangue luso: aqueles que lutaram como heróis na guerra de Ultramar (infelizmente hoje desprezados pela corte política) e os monárquicos.

Dos heróis de Ultramar, muitos deles vivos, com quem convivemos no dia a dia, falarei noutra oportunidade. Pelo respeito que me merecem, pela admiração que lhes tenho, mas sobretudo pelo imerecido abandono a que estão dotados os seus feitos heróicos e patrióticos, merecem a minha vénia.
Pode parecer extemporâneo, mas também esses são heróis de uma independência que ainda mantemos.
Custa-me observar um qualquer político caloiro, arreado a preceito, gargarejando imbecilidades, e ser tratado por “sua excelência”, quando aqueles que verdadeiramente se empenharam pelo país, estão no esquecimento, na sarjeta da probidade com que a pátria afaga seus filhos.

Depois, os monárquicos. Orgulho-me de defender, convictamente, a monarquia.
Foi a monarquia que construiu a Pátria e lhe deu a verdadeira independência.
Foi a monarquia que restaurou essa independência.
Foi a monarquia que levou a glória da Pátria a todos os continentes.
Foi a monarquia que edificou um impérios onde o sol nunca se ponha.
Foi a monarquia que fez a Pátria e lhe deu vida.

Infelizmente, uma súcia de arruaceiros com as piores intenções, movidos dos mais desleais desígnios, apetrechados da cobardia que caracteriza os traidores, com a colaboração de uns assassinos mercenários a soldo, decidiram ferir de morte a Pátria Lusa – usurparam o trono e implementaram a miserável república.
Dessa ferida ainda a Pátria padece.

A república desfez Portugal.
Tudo o que a monarquia amealhou, tudo o que a alma lusa erigiu, o republicanismo insano dissolveu e dissipou nos seus estratagemas maquiavélicos.
Portugal pereceu às mãos da república.
Primeiro a paz interna e o sentido de orgulho da Pátria Lusa, depois o Império e o nome da Pátria… agora a independência.

Vivemos numa independência fantasma. Temos uma Pátria difusa, onde os governantes, pelo apego à vaidade e na buscas das honras de ver uma nome grafado nas linhas de um compendio de história, vendem a honra da Pátria, pelo preço de saldo do mefistofélico “sonho europeu”.


Nunca, como hoje, admirei tanto os heróis da Restauração da Independência.

Um dia virá em que alguém restaure a independência e a dignidade que a Pátria, hoje, tem hipotecadas.

No séc. XVII, Portugal refez-se, reanimou-se e libertou-se em 60 anos.
E agora!? Quantos serão necessários?

Que bom seria se fosse permitido reencarnar a esse punhado de valentes Portugueses, heróis de 1640!

Aqui rendo a minha singela, mas sentida, homenagem aos ditosos filhos da Pátria, que reavivaram a alma Lusa.

5 comentários:

Ska disse...

"quem dá valor Á pátria"?

Se calhar alguém que seja capaz de escrever em português quando caga sentenças sobre a "pátria lusa" e coisas parecidas

Ludwig Krippahl disse...

Caro Zeca,

O que é a Pátria? Pessoas? Cultura? Terreno? Língua?

Soa-me a treta, mas gostava de ser esclarecido...

Zeca Portuga disse...

Neste blog não se respondem a perguntas infantis (nem ofensivas).

Isto é um blog para gente decente e crescida!

Pedro Ferreira disse...

Zeca,

So agora percebi tudo... De facto estava a parecer-me um pouco exagero a forma como comentava o blog do Ludwig. Reparei no seu mote:

BEM-VINDOS AO CIRCO LUSO HABILIDADES, TRAPALHADAS, MALABARISMOS, ILUSIONISMOS E PALHAÇADAS DA NOSSA PRAÇA.

Ok, ja percebi e nao vou contar a ninguem...

Ska disse...

é infantil e ofensivo mas ao menos corrigiste o erro.

Parabéns. E de nada