domingo, 7 de junho de 2009

Não votei, não voto, não votarei!

Abaixi a União Eurõpeia, União Soviética do Ocidente; down with EU, urrs
Estes dias, num blog caceteiro onde se reúne a fina nata do embuste ateísta, alguém dizia que hoje, dia de eleições, iria cumprir o “seu dever cívico”.


Chamam dever cívico a um desporto engraçado que corresponde a meter um bilhetinho numa caixa preta, a fim de rifar os ‘próximos tachistas” milionários que nos vão explorar durante uns tempos.

Sobre o assunto, disse (e mantenho), mais ou menos isto:


Eu não fui, não vou votar e não sinto nenhum “dever” de o fazer. Tenho, efectivamente, esse direito. Mas, de nada me serve, portanto, não o uso.
Aliás, se o usasse, o mais certo é que revertesse em desfavor dos meus interesses. Portanto, não vou usar tal direito, tal como convido todas as “pessoas de bem” a fazer o mesmo.

Atendendo a que todos os políticos são iguais – nem um só é honesto, sério e digno de apresso -, este acto de escolher os ditadores que nos vão escravizar durante uns tempos é, no mínimo, uma parvoíce.

Por outro lado, sou contra a União Europeia (esta moderna União Soviética do Ocidente).
Sou favorável à Comunidade Europeia, à cooperação entre países, à fraternidade entre povos, mas… cada qual manda em sua casa, apenas!


Sou, portanto e por principio, contra a “união” (nascida dos escombros da “outra união”), onde o Homem é apenas uma unidade de trabalho e um contribuinte/pagador de impostos (como o prometido e imbecil “imposto europeu”).


O estúpido projecto europeu é um verdadeiro hino a imbecilidade de uma sociedade néscia, alienada, prostrada da forma subserviente, uma legião de “joguetes” controlada de forma remota pelo dirigismo do compadrio maçónico- Bidelburg, onde o “económico” se sobrepõe ao “humano/social”.

Eu quero viver num espaço (geograficamente maior ou menor, tanto me faz) onde o Homem (todo o Ser Humano) seja o centro das atenções, e onde os seus direitos se sobreponham a todas as “pessoas colectivas” e instituições.
Antes de tudo estão as pessoas, e só depois as empresas, a economia, a finança, os partidos, as ideologias politicas, os projectos pessoais dos mandantes… e quejandos.

Esta “união” é a forma mais sub-reptícia de conseguir aquilo que Hitler não consegui pelas armas: subjugar a Europa aos interesses da Alemanha.
Neste caso, os “eurotachistas” fizeram uma jogada de mestre – partilhar o poder com os inimigos de sempre (a França e a Inglaterra, pelo menos). Ou seja: dividir para reinar.

É claro que a “união” não é um projecto democrático. Pelo contrário, é o mais hediondo e troviscado sorvedouro da democracia, onde uma meia dúzia de lunáticos profetas impõem as sua sublime “vontade democrática”. E, se o povo diz claramente que não concorda, é logo apelidado de palerma, inculto, atrasado… e outros adjectivos que nem vou colocar no estendal.
Faz-me lembrar o saudoso actor António Silva, no filme “a Canção de Lisboa” (salvo erro), a dizer: “O júri resolve!...” (sendo que essa era a sua vontade. mas contraria aos demais confrades).

Sempre que, em democracia, se repetem referendos, sob chantagem, até que o resultado seja aquele que os “eurotachistas” querem, estão a impor de forma indecente, vil e fraudulenta uma “união!” que acabará por ruir (oxalá seja breve), sobre a falácia dos seus próprios falsos valores.

Mas, independentemente disso, atingimos um ponto de afronta à democracia em que votar se tornou um gesto indecoroso.


Hoje, votar serve apenas para:


1 – Escolher os ditadores que nos escravização de forma vil, cometerão as mais lerdas burricadas e praticarão o mais infame desprezo pela democracia e pelo povo, tudo de forma completamente impune.

2 - Arranjar tacho para bandalhos sem vergonha que apenas estão interessados em mamar o suor dos cidadãos. São incompetentíssimos, aldrabões, burlões e completamente afastados da realidade.


3 – Cada voto (nas legislativas) ainda serve para ajudar a roubar dinheiro dos meus impostos(actualmente passa de 3 “aérios”) para manter a máquina ideológica do partido.

Até que apareçam novos partidos, ideologicamente limpos e democraticamente edificantes, eu não votarei.

Já agora, porque não aparecer um Partido Anti União Europeia?


Até lá, são os carneiros ateístas que, em estado larvar, se aproveitam do putrefacto acervo de valores de uma cultura decadente, moribunda. São autênticas varejeiras necrófagas de zunir intrépido sobre o cadáver da civilização ocidental, apoiados por alguns extremistas perigosos, anti-natura e anti-cultura, sobretudo da extrema esquerda (mais vilã e pró terrorista).

Ia ainda falar da afronta que a “união” representa para a dignidade da minha Pátria. Mas… isso fica para outra ocasião!

4 comentários:

Jairo Entrecosto disse...

Ora aqui está uma opinião coerente e respeitável no que toca à abstenção eleitoral. Por acaso não partilho das mesmas ideias sobre o voto em si, embora tenha em comum consigo algumas preocupações sobre a Europa.

Uma pessoa não se rever em nenhum dos partidos ou candidatos e dizer que reserva o seu direito de votar até o dia em que ache que valha a pena, é respeitável. Já diferente é fazer o elogio do voto em branco, escrevendo ensaios sobre o assunto para ganhar dinheiro,ou criar debates estúpidos sobre as consequências constitucionais do voto em branco; numa lógica anárquica e antidemocrática no verdadeiro sentido da palavra.
Como se quem não tem ideias nem valores, apenas por votar em branco tivesse legitimidade para derrubar os sistemas políticos instituídos indo contra quem quer votar ou quer reservar esse direito para quando o quiser fazer.

Cláudio Tereso disse...

Em Portugal, sim, ganhou a Esquerda, mas quando digo que quem ganhou foi a direita conservadora não falo de Portugal falo dos resultados gerais na Europa.

Entre o EPP-ED (democratas-cristãos) e outros ainda mais conservadores fica mais de 50% dos euro-deputados.

"MRPP, PNR, PPM – nenhum destes partidos é anti “União Europeia”. Nenhum deles!"

Não? Essa é nova!

Rover disse...

Claudio Tereso, olhe o David Karradine e siga-lhe o exemplo.

Zeca Portuga disse...

"MRPP, PNR, PPM – nenhum destes partidos é anti “União Europeia”. Nenhum deles!"

- Mostre-me lá onde está o anti-união nos seus manifestos eleitorais.

Eu quero um partido que se comprometa a limitar o crescimento deste mostrengo europeu.

Quero um partido que diga a estes palermas unionistas que, antes de tudo, a Europa é feita de pessoas, e que as nações (que nem sempre são Estados), têm que ser respeitadas, nas suas diferenças, nas suas particularidades, nas suas singularidades e na sua diversidade.

Eu, cultural, social e civilizacionalmente falando, não aceito ser comparado a um escandinavo ou a um eslavo. Há um conjunto de diferenças abismais entre uma Luso Ibérico e um Tirolês.

Eu quero um partido que diga, preto no branco:
“Estão a ir longe demais com esta porcaria chamada “união”. Escavaque-se isto tudo, grite-se: “primeira forma!”, e recue-se ao projecto europeu de 1992, antes de Maastricht. “





Acabem com o “euro” (até o nome me faz lembra a união soviética – euro é o nome dado ao vento de leste), acabe-se com uma infinidade de imbecilidades feitas regulamentos, directivas e politicas comuns.

È isso que eu quero.

Já agora, fique sabendo que até agradeço que me obriguem a ter passaporte, desde que controlem as fronteiras para não entrar todo o ladrão ou circular livremente todo o bicho careta!
Que vier pró bem, entre livremente. Bandidos… Rua!

Nenhum destes partidos defende isso. Eu defendo!