domingo, 18 de janeiro de 2009

O ateísmo farsante da 1ª republica: "lei de estatização e controlo" da Igreja - II


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O republicanismo português começou por ser um movimento pouco transparente, onde imperavam as sociedades secretas, os clubes e afins. A propaganda republicana fazia-se nos comícios. Tudo isto debaixo do atento controlo da maçonaria.

A lei de separação era um grito explosivo do ódio latente nos maçónicos e nos ateístas.

Na verdade, não havia separação entre o Estado a Igreja. Passou a existir, isso sim, uma integração da Igreja no estado.

Não se trata de um estado laico. É um estado ateu e controlador da Igreja.
A ideia seria controlar a igreja através de instituições estatais, por forma a que não passasse de um “culto doméstico” de alguns cidadãos, a quem o Estado dava permissão para cerimónias em edifícios para esse fim autorizados.

A Lei de Separação da Igreja e do Estado, publicada em 20 de Abril de 1911, é a mais aparatosa testemunha dos factos. Vejamos:


”Artigo 8º
É também livre o culto público de qualquer religião nas casas para isso destinadas, que podem sempre tomar forma exterior de templo; mas deve subordinar-se, no interesse da ordem pública e da liberdade e segurança dos cidadãos, às condições legais do exercício dos direitos de reunião e associação e, especialmente, às contidas no presente decreto com força de lei. “


“Artigo 44º
O culto público só pode ser exercido fora das horas mencionadas no artigo anterior [entre o nascer e o pôr-do-sol] quando a autoridade administrativa municipal verifique que não é possível ou é muito incómodo para os fiéis realizá-lo naquelas horas e assim o declare por escrito especificamente para cada caso. “


Artigo 46º
De harmonia com a legislação reguladora do direito de reunião,o Estado poderá sempre fazer-se representar em qualquer acto do culto público por um funcionário ou empregado da ordem judicial ou administrativa.

Artigo 55º
Os actos de culto de qualquer religião fora dos lugares a isso destinados, incluindo os funerais ou honras fúnebres com cerimónias cultuais, importam a pena de desobediência, aplicável aos seus promotores e dirigentes, quando não se tiver obtido, ou for negado, o consentimento por escrito da respectiva autoridade administrativa.


Artigo 57º
As cerimónias, procissões e outras manifestações exteriores do culto não poderão permitir-se senão onde e enquanto constituírem um costume inveterado dos cidadãos da respectiva circunscrição, e deverão ser imediata e definitivamente proibidas nas localidades onde os fiéis, ou outros indivíduos sem seu protesto, provocarem, por ocasião delas, tumultos ou alterações da ordem pública.


.O estado autoriza os católicos a associar-se para pagar o culto e sustentar os sacerdotes, mas as associações são controladas pelo estado. Como dizia Eurico Seabra era uma separação que consistia “numa igreja suspeita no estado vigilante” e, para ele, a “integração da Igreja no estado tinha por fim dominar o catolicismo” . Tal como Sampaio Bruno assumira já desde 1907 que “a intenção não era a laicização do estado, mas sim a estatização e secularização do cristianismo”.

“Artigo 22º
Até o fim de Junho próximo serão publicados no Diário do Governo, discriminadamente por distritos, concelhos e paróquias, os nomes das corporações que em cada uma destas, ou em circunscrições nelas compreendidas, ou formadas por diversas, ficam com o encargo do culto de cada religião, publicando-se igualmente de futuro quaisquer modificações que forem introduzidas neste serviço.

Artigo 23º
As corporações encarregadas do culto ficam subordinadas às actuais disposições restritivas e tutelares da legislação vigente, devendo apresentar anualmente às autoridades administrativas competentes o inventário de todos os seus bens e valores e remeter às respectivas juntas de paróquia e ao Ministério da Justiça, directamente, cópias exactas dos orçamentos, inventários, contas de receita e despesa de cada ano, comparadas com as dos três anos anteriores, estatutos e suas reformas, e outros documentos fundamentais relativos à sua organização e funcionamento.

Artigo 24º
As juntas de paróquia, no desempenho do seu dever de verificação do cumprimento das leis por parte das corporações encarregadas do culto, remeterão em tempo útil ao respectivo governador civil as observações que lhes sugerir o exame dos documentos mencionados no artigo anterior, e enviarão cópia delas ao Ministério da Justiça.

.Portanto, a lei de separação era uma farsa.

Paralelamente começou a roubalheira dos bens da Igreja.
Há quem confunda “estado laico” com “estado ladrão”.

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Imagem: retirada a Internet (republicanos medindo o crâneo de um jesuita)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A vernácula hipocrisia dos ateus maçónico–republicanos - I


Num blog de militantes ateus republicanos, tem-se discutido sobre as “virtudes” (?) da primeira república.

Não sou republicano, mas sou obrigado a viver num sistema republicano. Doutra forma nem comentaria.

Azeda-me a disposição cada vez que ouço elogiar alguns dos mais abomináveis, iníquos e repugnantes princípios defendidos na primeira república, bem como os seus imbecis inspiradores, hoje tratados por figuras históricas.

A primeira república foi pasto fértil das maiores alarvidades, de um enorme desvario social, onde se permitiram infindos crimes sem castigo, ora acalentados pelos “heróis”, hora instigados pela falta de cultura das hordas republicanas.

Entre as mais ilustres estampas de tão nebulosos tempos, conta-se um tal Afonso Costa.
Esta sublime figura será mesmo um dos defensores dos mais abjectos pensamentos do século XX, como por exemplo o nazismo.
Já lá vamos.

Vêm hoje os republicanos de pescoço erguido, armados em protectores da igualdade, da liberdade, do respeito pelos direitos humanos, coisas que não estavam presentes nas práticas do ideário republicano.

O dito Costa, dizia que “o republicanismo é uma qualidade masculina”. As mulheres eram tratadas com a mais desprezível inferioridade. Eram
, até, donos de uma certa aversão à liberdade da mulher, a que apelidavam de “almas simples”.
Nem focaria este facto, não fossem alguns comentários indecentes de alguns ateus republicanos a propósito das palavras fortes de D. José Policarpo.
O Cardeal Patriarca de Lisboa falava sobre o casamento de mulher ocidentais e islâmicos. Sem qualquer razão, lá vieram os ateus republicanos armar-se em defensores da mulher, pontos a apedrejar a Igreja.
E que tal se olhassem para a filosofia da primeira república e do Estado Novo (tudo república igual)?

Adiante.
O nosso republicanismo tinha na sua génese o triunfo das ideias marxistas (Afonso Costa era marxista), mas sobre tudo tinha por base a ascensão de uma máfia perigosíssima que ainda hoje mina os meandros do poder – a maçonaria.

Daí o seu notório anti clericalismo.
Para estabelecer a república valia tudo. Não porque a intenção fosse a mudança (Sampaio Bruno dizia: “tudo fica igual, se não pior”), mas porque era preciso ajavardar para tomar o poder, ou legitimar algumas medidas.

A maçonaria viu na estrutura da Igreja o único verdadeiro inimigo, já que, esclarecido e avisado, saberia opor-se os seus energúmenos ideais com toda a facilidade, ao contrário de uma população analfabeta e facilmente manipulável, cujo único folgo de conhecimento era dado pela Igreja.

A “catequese” republicana, dos muitos comícios que faziam, parece funcionar como o recrutamento iniciático à “filosofia” maçónica.

A maçonaria havia reconhecido, até pouco tempo antes, a existência do “Supremo Arquitecto do Universo”. Mas, por desavenças com a estrutura da Igreja viria a declarar-se “livre pensadora de essência”, o que dava imenso jeito ao movimento republicano.

Assim começou um dos capítulos mais negros da História do meu país.

Adubados pelo veneno da maçonaria, cedo começou a perseguição dos republicanos aos religiosos e crentes: os padres eram insultados publicamente, jornais católicos apedrejados, etc., assaltos a conventos, profanação de locais de culto… tudo impunemente.
Assim começaram a “institucionalizar-se” as arruaças, pilhagens e “quase linchamentos” públicos de muitos religiosos, sobretudo jesuítas, cultivados pela maçonaria/república. Muitos destes actos criminosos feitos com a complacência, (se não a supervisão) do dito Costa.

A parte mais negra da história começa com as ideias que antecipam aquilo que viria a acontecer mais tarde na Alemanha nazi.
Miguel Bombarda (outro herói importante!) defendia, em escritos vários, "a deportação de todos os jesuítas para uma ilha deserta"; criou a ideia de uma “raça degenerada” jesuítica, que ele achava inferior e que deveria ser eliminada.
Muitos são os documentos onde vemos os jesuítas a serem enxovalhados, a ser medido o seu crânio (para atestar que era um degenerado), ou a serem conduzidos sob escolta pelas ruas – coisas que a Europa só veria com anti-semitismo nazi, vinte e tal anos depois.
Enfim… coisas dos nossos pioneiros republicanos.

Foi nesse contexto que nasceu a “lei de separação”, publicada a 20 de Abril de 1911, e ainda hoje defendida por alguns republicanos, sobretudo pelos ICAR (Insolentes e Contraculturais Ateus Republicanos).
Cont.
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Imagem: "deportação tipo nazi durante a primeira república" - jesuitas escultados por militares, até ao comboio que os levará para fora do país. [Há, ainda hoje, ateus republicanos a defender isto!!!]
(Ilustração Portugueza 1910 - 2º Volume, p.614)
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Resposta a um desconhecido.

Recebi no meu mail um pedido de ajuda de um “expert” em sistemas de codificação, neste caso sobre o célebre sistema Nagra 3.

Trata-se de um mail anónimo, pelo que coloco aqui a resposta, mas será retirada dentro de dias.

Seria assim:

#1: 100010001001010111101010; 6F 2B EE 5F 3C 00 FF A3 56 B1
#10: 110110111010100010111010; C1 1C 2F DE 6D 33 4A 33 80 99
#11: 001101101011101010010101; AA B3 45 64 76 EE FE DA DE 12
#100: 11001110001110111010111; DE FE DD 23 45 F3 45 64 34
#101: 111000110110001101101110: AA FE 3D DE FE 23 54 98 01 00

# enc; ret def code:110110111

#decript: ;*
AD 12g3f6593x8ds310kddh3479oknbfgdybfHJYG
F232465GTDFLLhytepnd56778Ui87FG54nb8NHJ
Whyujnbv56G765vjkYTnbvg6nhjjubghyncerojhudAA
WE4356gr7Gt5645eytbdnhjeuindertea89GHTnhufcsd//

568432 665823 458752
214573 943658 542732
228135 568125 451273
348512 774824 612485
457138 142785 152487
142784 142976 348612
557216 145872 972485

AB145 23CDE EFCDA
45EDA 87DEF BCAF3

#IN; OUT!

Assim é virtualmente impossível, porque a linha 4 tem menos 1 bit. Mas, mesmo assim, continuaria com problemas:

& 11001110001110111010111 *$* 101110101110010100111010
## 11001110001110111010111 1 0

Experimente antes:

#load; cat; ret3;
#def

Decript 128 (80%; &10000000) (

Repare que neste caso seria: 7F +1 e nunca 1111111 p1

Atenção: 1024 = Oct 2000

Nota: Não responderei a mais nenhuma questão anónima!

sábado, 27 de dezembro de 2008

PRÉMIOS DO CIRCO - Os nomeados são:...!!!!

Chegados ao fim do ano, está na hora de nomear os costumados elegíveis para os troféus do Circo Luso.
No fundo, não é mais do que um acto de justiça. Pois, mesmo no mundo do Circo, medalhar aqueles que por “artísticos” feitos nos divertiram um ano inteiro e nos fizeram rir até correrem copiosas lágrimas pela face, é o mínimo que se pode fazer na blogosfera.

Este ano (2008), já cansado da Circo da “Polis Ética”, digo, da política, resolvi visitar outros circos – fiquei pelos ATEUS.

O Circo do ateísmo é soberbo, majestoso, imponente… Ele são os palhaços que até têm “canudo” e armam-se em doutos sabedores de tudo, por isso constroem rábulas cómicas com precisão milimétrica do mais polido, brilhante e cristalino humor estapafúrdio; ele são as piadas do mais gracioso disparate entretecidas com absurdos laivos de “cientificidade”; ele são as temáticas dos Posts – onde discorrem com o tal humor científico sobre aquilo que nada sabem (mas o resultado é um impecável humor na base do absurdo); ele são os “anfiteatros” (blogs) onde se reúnem em famílias, e onde impera o mais ridículo ambiente de irmandade (ora burlesca, ora quixotesca, ora da mais porcina extravagancia); ele são os momentos em que os ditos se enervam e passam de artistas circenses a gladiadores, ora cagarolas aldrabões, ora acutilantes vendedores de banha-da-cobra (na qual parecem acreditar mesmo) … e por aí fora

Sou daqueles que não passa sem uma dose de humor por dia. Nunca me ri tanto, nunca vi arte tão primorosa de transmutar o disparate, a calinada e a baboseira em humor.
Dificilmente se encontram tão bem treinados artistas cómicos. Nunca havia tido a oportunidade de me deleitar com requintado disparate, feito humor.

Bem! Os elegíveis são:

I - O Palhaço de Ouro – para o maior “Palhaço” do ano:
1 – Barba Rija (comentador de Ktreta)
2 – Ludwing Kripphal ( - Ktreta)
3 - Ricardo Silvestre (portal ateu)
4 - Lucas Samuel (portal ateu)
5 - Luis Grave Rodrigues (– rprecision)


II - O Trapezista de Ouro – para o melhor “Saltitante entre Ateísmo/ Ciência / Religião”:
1 -. Ludwing Kripphal
2 – Ricardo Alves
3 – João Vasco
4 - Ricardo Silvestre

III - O Faquir de Prata – para o mais acutilante “Gladiador”:
1 - Ludwing Kripphal (Ktreta)
2 – Ricardo Silvestre (portal ateu)
3 - Lucas Samuel (portal ateu)
4 - Luis Grave Rodrigues ( rprecision)

IV - O Ilusionista de Cristal – o melhor “Vendedor de Banha-da-Cobra”:
1 - Ludwing Kripphal (Ktreta)
2 – Ricardo Silvestre (portal ateu)
3 - Lucas Samuel (portal ateu)
4 - Luis Grave Rodrigues ( rprecision)

V - A Jaula de Diamante – Para o artista mais Soez e repetitivo do ano:
1 – O autor do blog “O calhamaço dos embustes”
2 – O autor do blog “rprecision”
3 – O autor do blog “O cu do mundo”
4 - Os autores do "portal ateu"
1 – O autor do blog “ktreta”

VI - O Selo “CE” de Diamante –para o melhor “Anfiteatro (Blog) do Género”:

1-Associação República e Laicidade
2 - Associação Ateísta Portuguesa
3 - Diário Ateísta
4 - Portal Ateu
5 - Planeta Ateu
6 - Esquerda Republicana
7 - O calhamaço dos embustes
8 - O cu do mundo

(moneações sujeitas a actualização até 31/12/08)

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

NASCEU O SALVADOR, QUE É CRISTO, O SENHOR! - FELIZ NATAL, PARA TODOS OS QUE ACREDITAM!


«E aconteceu que naqueles dias saiu um édito da parte de César Augusto, para que todo o mundo se recenseasse (este foi o primeiro recenseamento que foi feito sendo Quirino governador da Síria).
E todos iam recensear-se, cada um à sua própria cidade.
E subiu também José da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, à cidade de David, chamada Belém (porque ele era da casa e família de David), a fim de se recensear com Maria, sua esposa, que estava grávida.
Aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz.
E deu à luz o seu Filho primogénito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.
Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho. E, eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor.
E o anjo lhes disse: Não temais, porque, eis que vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo; pois, na cidade de David, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor

[Evangelho, segundo São Lucas; 1, 1-11]

A todos* os que visitarem este humilde blog, o seu autor deseja um SANTO E FELIZ NATAL.

Que o Menino Jesus faça renascer, na vida de cada um, o sol da felicidade e da esperança para que a alegria inunde o coração e a vida de cada um.

Que as vossas famílias, à semelhança da Sagrada Família de Nazaré, sejam brindadas com a bênção do Pai Celestial, para que sejam verdadeiros impérios de amor, carinho, estabilidade e o refúgio seguro onde todos encontrarem o conforto para os momentos menos alegres.



* Todos – excluindo aqui os ateus e os anti-religiosos, porque esses não têm Natal.
Porque a sua servil condição os traz 21 séculos atrasados: para eles, Cristo ainda não nasceu!
E ainda, porque teimam em querer viver nas trevas, ficariam cegos se vissem a Luz.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Assim... tenho que mudar de opinião, infelizmente!

Lê-se na blogosfera:

“Após consulta popular, a sociedade da Califórnia, apesar da enorme verba e apoio midiático maciço da causa gay, entendeu que a instituição casamento, tal como é concebida pela cultura daquela sociedade, é entre homem e mulher.
Se permanecesse a prática de casamento entre pessoas do mesmo sexo, a Califórnia estaria contrariando os valores daquela sociedade.
Ora, nossos antropólogos acham normal índios que enterram crianças vivas bem debaixo do nosso nariz só porque nasceram gêmeas, mas somos incapazes de reconhecer a legitimidade da cultura expressa pela votação democrática?”
[In: http://juliosevero.blogspot.com]


Ora nem mais!

A França papara-se para propor à ONU que aprove uma resolução pela despenalização da homossexualidade.
Da minha parte, desde que seja uma prática privada, uma questão da vida particular, nada tenho a impugnar. Embora sendo práticas que, continuo a achar, sejam perversões, que pode sem evitadas e tratadas, se isso se restringir à vida privada, não devo meter-me na discussão.

Direi mesmo que, criminalizar tais práticas privadas, atenta conta a dignidade das pessoas.
Seria como se me proibissem de andar descalço em casa - um abuso de poder. Porém, pode não ser permitido andar descalço na rua, o que não deixa de ser coerente.

Tudo o que sai da esfera privada, para a rua, tudo o que é espectáculo inconveniente e obsceno, logicamente que deve ser interditado.

Mas, despenalizar as perversões homossexuais é diferente de instituir as praxes dos paneleiros.
Este referendo da Califórnia mostra como, quando falamos de questões de homossexualidade e a ridícula ideia de “casamentos” de paneleirice, a sociedade é coerente.

O referendo foi expressivo e demonstrou que os “californianos” não aceitam as palermices dos exibicionistas com taras sexuais – o “Não”venceu.
Agora coloca-se um problema: os políticos, adoçados pelos interesses económicos, por alguma javardice profissional e por algumas máfias organizadas (tipo maçonaria e ligas gays, algumas seitas de ateus, etc.), querem legislar contra a vontade do povo.

Ora, se é para ser assim, retiro o meu apoio à proposta francesa.
Não é porque não concorde com ela, mas porque já se vê que será uma forma de instituir badalhoquice, a imundície e outras alarvidades, para além de deixar o caminho aberto para enxovalhar o povo e a sua vontade democrática.

Enfim, antes prevenir que remediar. E, por cautela, cabe aqui o velha sentença: “Burro comedor, cabresto curto!”

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Tantos Símbolos Religiosos!!!

Estes dias encontrei um velho amigo. Há muito tempo que não nos víamos. Vou chamar-lhe Zohdi – não é o seu verdadeiro nome (é muito parecido), pois devo salvaguardar a sua identidade.

Ele e a sua esposa, com o seu trajar característico, com os símbolos que normalmente ostentam (com orgulho), são verdadeiros emissários da sua cultura e da sua religião.

Lembrei-me de uma notícia que recentemente li, sobre a falta de liberdade cultural e religiosa na Alemanha (e na “Europa” dos 25); segundo a qual, os tribunais deram razão aos mandantes da Alemanha que despediram uma senhora árabe, só porque ela usava “hijab” (lenço a tapar a cabeça – não o rosto). Resquícios das taras de um governante ateu que levou o mundo à ruína, em 1939.

Depois de lhe ter falado no assunto, o Zohdi comentou: “a cultura incomoda os analfabetos, os patetas, os cegos e aqueles cuja debilidade intelectual não lhes permite compreender a dimensão do mundo. A esses chamam-se fundamentalistas, e são perigosos…”

Depois acrescentou: “Qualquer símbolo pode ser religioso, basta querermos.”

Isto faz-me lembrar duas pequenas histórias:

1- Conheço um sacerdote cristão que viaja bastante pela Ásia. Em vez de um crucifixo usa um coração que diz. “Dominus mihi adjutor”[O Senhor é o meu auxílio] (acho que já o vi só com iniciais: Dma).

É um símbolo bonito para colocar na parede, precisamente onde os ateus não querem crucifixos.


2 – Na época das perseguições, os primeiros cristãos adoptaram como sinal de reconhecimento secreto o emblema do peixe.
Assim o peixe foi o primeiro símbolo cristão.
Em grego, escrevia-se ιχθυς (igfus), mas que na verdade eram as cinco iniciais (ΙΧΘΥΣ) das palavras: Jesus Cristo Filho de Deus Salvador.

Espero, portanto, que os ateus, sobretudo os ICAR (Insolentes e Contraculturais Ateus Republicanos), não comecem a perseguir os peixes ou queiram retirar esse símbolo cristão dos manuais escolares, ou das “rodas dos alimentos” afixadas em tantos lugares públicos!

Provavelmente, muitos ICAR já não comem peixe!
...