quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Há quem lute contra os Direitos Humanos!


Comemora-se hoje (10/12/2008) 0 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem.


Direitos Humanos são os direitos que uma pessoa tem, simplesmente pelo facto de ele ou ela serem seres humanos.


Este tema merecia um Post, quer pela dignidade, quer pela actualidade (pena é que o não possa fazer, por motivos profissionais).

Na verdade, a Declaração Universal dos Direitos do Homem é uma simples declaração de intenções, cujos estados membros da ONU se comprometem a respeitar e incluir nas suas politicas e na sua legislação. Não é, infelizmente, um Tatado com força jurídica – daí os inúmeros atropelos que segue tendo.

Aprovados a 10 de Dezembro de 1948, fazem hoje 60 anos. Incrivelmente, neste preciso momento, ainda incomodam muita gente – mesmo aqui na “blogosfera portuguesa”.

Só escrevi este Post, porque citei, numa caixa de comentários o seguinte:

Artigo 18.º

Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos.

Hoje, mais de meio século após a II Guerra, ainda abundam palermas com resquícios de ideais bafientos (herdados do Nazismo e “materialismo marxista”), que querem combater a milenar cultura cristã, com os mesmos ideais que a Dec. Univ. dos Direitos do Homem pretendia eliminar.

O ateísmo ruinoso, criminoso e sanguinário que instaurou o caos da “primeira república”, é a bitola de alguns “pensadores” actuais – daí que os desculpe: para eles, que retornaram ao início do século XX, a Declaração Universal dos Direitos do Homem ainda não existe!
Que se pode fazer!?...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Salve Nobre Padroeira – Portugal saúda-te!


Portugal, a minha Pátria, não é um país laico nem agnóstico, nem ateu.

O estado é um estado laico (felizmente!), mas o povo que o compõe, não é laico nem ateu.

Portugal é um país católico. Orgulho-me de poder dizer que faz hoje 362 que um monarca português consagrou a minha pátria, o meu país, Portugal, a Nossa Senhora.

8 de Dezembro de 1646, reunidas as Cortes Gerais do Reino em Vila Viçosa, El-rei D. João IV consagra a pátria a Maria Imaculada, retira a coroa real da sua cabeça e coloca-a na imagem da Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.

Senhora da Conceição,
Madrinha de Portugal,

Velai pelo vosso afilhado!

(Dada a seriedade deste Post, todo e qualquer comentário desrespeitador será apagado!)

domingo, 7 de dezembro de 2008

QUANDO SE JUNTAM: anarquistas, ignorantes e insolentes

Encontramos muitos tipos de gentes na “blogosfera”.

O que empesta a blogosfera, não são as pessoas. São as ideias, as convicções e as deturpações ideológicas que fazem descair para o absurdo filosófico.
Qualquer Zé-ninguém se entretém a arrotar finezas sobre assunto que nem ao de leve domina.
Há dias li, num blog, uma citação tirada de um “espaço ateísta” que reclamava a imposição da lei de separação do estado e da Igreja, como ideal de 1910.

Agora, mais recentemente, assisti, noutro local, a um chorrilho de disparates sobre a monarquia.
As "pessoas de bem" sabem que, se existe alguma coisa que perturbe os arruaceiros, os bandidos e os apologistas da desordem social, é uma sociedade organizada, fundada em valores, no respeito por princípios e instituições, aberta, mas balizada nos seus limites e com uma vincada dose de respeito pelo patriotismo, pelos símbolos nacionais, pela pátria e seus interesses.
Vê-se que alguns combatem a monárquica, não com a convicção da república, mas contrapondo à monarquia a expressão pós-moderna e liberal da anarquia.
Esses anarquistas ficam feridos de morte com alguns conceitos, como: patriotismo, pátria, respeito pela nação, fronteiras, governo, interesse nacional… etc.

É certo que a ignorância redonda, muitas vezes, no revivalismo daquilo que de mais torpe, mórbido, indecente e estúpido ficou,como reminiscência, de alguns acontecimentos históricos. A História conserva muitos fósseis da imbecilidade, com vista a que sirvam de exemplo daquilo que não se deve fazer.

Paralelamente, existem os valores base e universais, abaixo dos quais não se pode descer.

Mesmo no marasmo das convulsões, tais valores prevalecem.
Mas, distinguir os valores base (e sua validade) de lixeira ideológica, é a tarefa que separa os ignorantes (e fundamentalistas) das mentes com verticalidade e sadia formação.

Ora, apregoar a inutilidade da Pátria, proclamar a sua dissolução, fazer dela um conceito indesejável, espalhar a filosofia do fim do estatuto de independência de um país e a sua submissão ao jugo externo, negar os interesses da pátria, etc... são exemplos da forma mais criminosa e vil de maltratar (e atacar) Portugal, e que apenas poderiam lembrar aos mais pervertidos anarquistas.

Pese embora tal convicção seja contrária às premissas da república, há republicanos a aplaudir tais “valores”.
Mas, mesmo não sendo eu republicano, reconheço que, nesse campo, a república tem outros princípios.

Na primeira república, as declarações de patriotismos, tinham um carácter muito vinculativo. Por exemplo: no suplemento do “Diário do Governo”, nº 222 de Outubro de 1910, pode ler-se, numa declaração de Teófilo Braga:“o governo provisório da república] Confia no patriotismo de todos.” (não reproduzo o resto porque, como monárquico, acho de muito mau gosto).
Ou do coronel Correia Barreto: “(…)o modo de ser do exército leva a considerar este como salvaguarda da independência nacional, tendo a cumprir uma missão alevantada de patriotismo, missão que manterá intacta a honra e o decoro da nação”
O próprio Manuel de Arraiga pressentiu que a república poderia ser contagiada pela estirpe resistente dos anti-valores, quando disse que já não tinha vontade de “consentir que o lançassem num vespeiro político sujeito a todas as paixões e a todas as raivas sem proveito para mim nem para a pátria”. E, acrescentava que o país depositava nele a liberdade e: “depositou, para além da liberdade, uma cousa sagrada acima de todas: a honra da pátria!”

O Dr. Eusébio Leão (governador civil de Lisboa), afirmava que o lema da república era: “a ordem é o trabalho”.

Que rico trabalho!

A ordem foi o que se viu: entrega de armas a bandos de arruaceiros populares, que se dedicaram a prender inimigos, para além dos crimes cometidos contra as ordens religiosas, seus elementos e seu património.
Disso falaremos depois.

Resumindo:

Quando se põe a canalha a discutir conceitos, a maior parte das vezes, confunde-se democracia com anarquia.
A forma desonesta como se tratam algumas pessoas, alguns valores, princípios e instituições, é muito mais aguda quando se misturam na conversa os ICAR (Insolentes e Contraculturais Ateus Republicanos).

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Insulto religioso - os ateus: vítimas a socorrer!

O principal propósito de alguns ateus é, simples e exclusivamente, insultar as religiões.

Em Portugal também temos alguns espécimes dessa degenerada raça.
Aos tais, costumo chamar “Insolentes e Contraculturais Ateus Republicanos – ou, simplesmente, ICAR.

Num país de brandos costumes, e com uma sociedade religiosa e educada pelos ditames da tolerância, não há grande problema.
A cada provocação, a cada bacorada dos ateus, a sociedade responde com a indiferença com que se tratam os lunáticos, os insolentes e os delinquentes.

É uma virtude dos crentes, de qualquer religião, compadecer-se da deficiente formação e incapacidade de integração social de gentes com tais problemas.
É perfeitamente normal a acidez com que um ICAR levanta determinadas calúnias, com a pretensão de argumentar contra algo que a sociedade tem por recto, íntegro e intangível. Sabendo-os vítimas de um problema sociológico (de integração cultural ou resistência aos valores), de uma vida (ou família) disfuncional, tais comportamentos são mecanismo de defesa que funcionam como acções involuntárias, já que a sua capacidade de discernimento se encontra muito abalada, debilitada ou inibida.

Manda a caridade cristã ter pena deles.

A forma insolente como se dirigem aos crentes de uma dada religião, mormente a Igreja, não passa de um camuflado apelo a que os vejam, a que os socorram, a que lhes dispensem um pouquinho de atenção. É um grito de desespero, clamando: “eu estou aqui, ninguém me vê !”

Estes pobres náufragos da sorte, cuja sociedade, se mais não for, por mera caridade cristã, terá que ajudar, sob pena de continuarem a autoflagelar-se, e contorcidos com um sofrimento atroz, poderão mesmo desenvolver tendências suicidas.

Se verificarmos a seu discurso, vemos que não são ateus: lêem e citam a Bíblia, preocupam-se com os actos da religião, etc.… mas, para captar a atenção que a sociedade teima em não lhes dar, lá desferram umas tantas imbecilidades e inconveniência.
Temos que perceber que tal atitude é comparável àquela que tem uma criança carente e contrariada, quando diz á mãe: “Já não gosto mais de ti!”

Mas, a irresponsabilidade de tais condutas, mesmo que explicável e compreensível, pode gerar conflitualidade – isso preocupa, sobre tudo, a ONU.

É que, num contexto que grandes atritos sociais, onde algumas religiões (sobretudo o Islamismo) são mal toleradas e injustamente conectadas com o terrorismo, há tendência para instabilidade, sempre que alguém insulta as religiões.

Não se pode misturar “liberdade de expressão” com insulto. Essa é a táctica dos ateus que temos.
Voltarei a este assunto.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Restauração precisa-se! ... clama a Pátria.

Comemorar a Restauração da Independência portuguesa, após uns desastrosos 60 anos de domínio estrangeiro, pouco dirá para as gerações actuais, que nasceram e sempre viveram sob domínio estrangeiro.

Para dar verdadeiro valor à pátria independente, é necessário um sentimento patriótico que não cabe na bagagem dos políticos e ideólogos actuais.

Hoje, quem dá valor à pátria livre e independente?
Ainda há gente de fibra e coração patriótico, herdeiros da veneranda progénie de sangue luso: aqueles que lutaram como heróis na guerra de Ultramar (infelizmente hoje desprezados pela corte política) e os monárquicos.

Dos heróis de Ultramar, muitos deles vivos, com quem convivemos no dia a dia, falarei noutra oportunidade. Pelo respeito que me merecem, pela admiração que lhes tenho, mas sobretudo pelo imerecido abandono a que estão dotados os seus feitos heróicos e patrióticos, merecem a minha vénia.
Pode parecer extemporâneo, mas também esses são heróis de uma independência que ainda mantemos.
Custa-me observar um qualquer político caloiro, arreado a preceito, gargarejando imbecilidades, e ser tratado por “sua excelência”, quando aqueles que verdadeiramente se empenharam pelo país, estão no esquecimento, na sarjeta da probidade com que a pátria afaga seus filhos.

Depois, os monárquicos. Orgulho-me de defender, convictamente, a monarquia.
Foi a monarquia que construiu a Pátria e lhe deu a verdadeira independência.
Foi a monarquia que restaurou essa independência.
Foi a monarquia que levou a glória da Pátria a todos os continentes.
Foi a monarquia que edificou um impérios onde o sol nunca se ponha.
Foi a monarquia que fez a Pátria e lhe deu vida.

Infelizmente, uma súcia de arruaceiros com as piores intenções, movidos dos mais desleais desígnios, apetrechados da cobardia que caracteriza os traidores, com a colaboração de uns assassinos mercenários a soldo, decidiram ferir de morte a Pátria Lusa – usurparam o trono e implementaram a miserável república.
Dessa ferida ainda a Pátria padece.

A república desfez Portugal.
Tudo o que a monarquia amealhou, tudo o que a alma lusa erigiu, o republicanismo insano dissolveu e dissipou nos seus estratagemas maquiavélicos.
Portugal pereceu às mãos da república.
Primeiro a paz interna e o sentido de orgulho da Pátria Lusa, depois o Império e o nome da Pátria… agora a independência.

Vivemos numa independência fantasma. Temos uma Pátria difusa, onde os governantes, pelo apego à vaidade e na buscas das honras de ver uma nome grafado nas linhas de um compendio de história, vendem a honra da Pátria, pelo preço de saldo do mefistofélico “sonho europeu”.


Nunca, como hoje, admirei tanto os heróis da Restauração da Independência.

Um dia virá em que alguém restaure a independência e a dignidade que a Pátria, hoje, tem hipotecadas.

No séc. XVII, Portugal refez-se, reanimou-se e libertou-se em 60 anos.
E agora!? Quantos serão necessários?

Que bom seria se fosse permitido reencarnar a esse punhado de valentes Portugueses, heróis de 1640!

Aqui rendo a minha singela, mas sentida, homenagem aos ditosos filhos da Pátria, que reavivaram a alma Lusa.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Insulto às religiões - A ONU condena e insta os Estados a legislar!

A ONU tem aprovado um conjunto de recomendações sobre questões religiosas, mormente sobre um problema muito actual – o insulto às religiões.

Um exemplo concreto:

A resolução nº2005/3 da Comissão de Direitos Humanos.

Esta Resolução começa de uma forma muito sugestiva:

“Recognizing the valuable contributions of all religions to modern civilization and the contribution that dialogue among civilizations can make to an improved awareness and understanding of the common values shared by all humankind,”

(Reconhecendo as valiosas contribuições de todas as religiões para a civilização moderna e a contribuição que o diálogo entre civilizações podem dar para um melhor conhecimento e entendimento dos valores comuns partilhados por toda a humanidade).

Tais palavras muito embaraçam a alguns auto denominados “ateístas”. Caem mal, sobretudo, a um certo grupo a que podemos chamar - Insolentes e Contraculturais Ateístas Republicanos – ICAR (Acrónimo recomendado!)

Continuando!...

Pouco depois, esta Resolução da ONU expressa um dos pontos fulcrais do problema “ipsis verbis”:
“Constatando, com preocupação, que difamação das religiões é uma das causas de desarmonia social e leva a violações dos direitos humanos…”

Por isso, a ONU está preocupada com o deficit cultural que vai propagando, sobretudo no Ocidente, por parte de alguns pseudo racionalistas, cuja tendência para a inversão de valores e para a contracultura demonstra uma elevada anorexia cultural.

A ONU apresenta algumas constatações e demonstra a sua preocupação e desagrado.
Por exemplo:

- “Manifesta profunda preocupação na estereotipagem negativa de religiões e manifestações de intolerância e discriminação em matéria de religião ou crença, ainda em evidência em algumas regiões do mundo;”

- Também manifesta profunda preocupação em agendas e programas prosseguidos por organizações extremistas e grupos destinadas a difamação de religiões, em especial quando apoiadas pelos Governos;

- “Deplores the use of the print, audio-visual and electronic media, including the Internet, and any other means to incite acts of violence, xenophobia or related intolerance and discrimination towards Islam or any other religion;”

(Deplora o uso dos meios de comunicação escritos, audiovisuais e electrónicos, incluindo a Internet, e qualquer outro meio para incitar os actos de violência, a xenofobia ou relacionadas com a intolerância e discriminação visando o islamismo ou qualquer outra religião;)

Assim, a ONU recomenda a todos os estados que se debrucem sobre o combate aos ataques e difamação das religiões.
Para isso:

- “Sublinha a necessidade de combater eficazmente difamação de todas as religiões…”;

- “Exorta os Estados a uma acção resoluta para proibir a divulgação através das instituições políticas e as organizações de ideias racistas e xenófobas e material destinado a qualquer religião ou os seus seguidores que constituem incitamento à discriminação, hostilidade ou violência;”

. “Também insta Estados a fornecer, dentro dos respectivos sistemas legais e constitucionais, uma protecção adequada contra actos de ódio, discriminação, intimidação e coerção resultantes de difamação de religiões, a tomar todas as medidas possíveis para promover a tolerância e respeito por todas as religiões e seus sistemas de valores, e complementar os sistemas jurídicos com estratégias intelectuais e morais, para combater a intolerância o ódio religioso.”

Urge, portanto, que os países comecem a legislar no sentido de criminalizar efectivamente a ofensa religiosa. E, tal como já se fala em alguns países, estabelecer a balizagem entre a arte e o insulto, entre a livre expressão do pensamento e a difamação, insulto gratuito e injúria.

(Nota: a tradução feita do original.)

domingo, 23 de novembro de 2008

Ateus... ou gang "anti-religião"!?

Lia-se num blog, recentemente, a seguinte expressão:
“Eu salientei a diferença qualitativa entre exprimir opiniões e fazer mal às pessoas e defendi que a tolerância é a defesa das liberdades individuais e não o direito de exigir que não se diga mal das coisas que gostamos.”

E, pouco depois, acrescentava até:
“Decidir o que os outros podem ou não podem dizer é que é intolerância.”

A peça da blogosfera em causa, referia-se a uma palestra, ao que percebi, numa escola secundária, onde, entre os oradores ladeavam católicos (e nessa condição aí estavam) e ateístas.


Começa logo por ser incongruente: o que fazem os ateístas numa discussão sobre religiões?
É que, se um ateísta não acredita na existência de Deus (seja qual for a Sua definição), como se justifica que ele aceite participar numa conferência sobre algo que, para ele, não existe!?


Não sei se isto se deve adjectivar, apenas, com um simples: “ absurdo”!!!
Até aqui, tudo bem. Há quem, por condição, esteja dispensado de ser congruente e escorreito nos seus pensamentos, e até, no seu discurso.
Ora, considerar que aquilo que se diz (as opiniões) não ferem (“fazem mal”) às pessoas, seria extremamente conveniente ao direito. Quantos crimes temos tipificados no nosso direito, por meras palavras, por simples afirmações?

“Fazer mal a…”, é sinónimo de “provocar sofrimento em:…” . Há ditos, opiniões, expressões e actos que ferem e provocam sofrimento muito superior a uma agressão física.

Sempre que os meus actos, comunitários, públicos ou privados, forem lícitos, socialmente enquadrados e civilizacionalmente aceites, tenho todo o direito de exigir que eles sejam respeitados e estejam resguardados do insulto, da difamação, da desonra, do enxovalho, do escárnio e da zombaria, mesmo que disfarçada de “liberdade de expressão”, mascarada de produção artística ou travestida de uma cogitação intelectual/filosófica, propositadamente ofensiva.
É por isso que cabe ao legislador balizar a liberdade de expressão de pensamento por contraponto ao respeito pela dignidade das pessoas, seus actos, seus pensamentos e suas práticas. E, só podemos reclamar tolerância quando estamos dentro da esfera do respeito pelo próximo.


Eu, pessoalmente, não acredito em astrologia, mapas astrais, signos do Zodíaco, influência dos astros na vida das pessoas, e tudo o que com isso se relacione. Porém, nunca ninguém me ouviu, ouve ou ouvirá insultar quem acredita, aceita ou usa tais práticas. Corno não recorro aos seus serviços, não sei o suficiente para, sequer, emitir um juízo de valor sobre tal assunto. Se não acredito, nada existe aí que possa gerar o meu interesse, muito menos a minha revolta contra quem acredita.
Lá porque eu não acredito, não tenho o direito de condenar, enxovalhar, ofender, provocar ou insultar quem acredita, os seus rituais ou as suas práticas.
Nunca fui prejudicado pela astrologia, nem emito juízos de valor sobre ela, muito menos sobre quem acredita ou pratica.


Ora, era (exactamente) esta a atitude que eu esperava de um ateu, minimamente educado, instruído, pensante e civilizado – não acredita, logo não se pronuncia, nem se dedica a combater algo em que não acredita.

Infelizmente, mesmo contrariando os meus princípios, como católico e ante tais comportamentos, sou obrigado a tomar alguns ateus por arruaceiros sem princípios, portadores de uma infantil falta de personalidade e com umas postura social pueril, situada entre a incitação à delinquência e os devaneios mórbidos dos insanos mentais.
A tolerância funda-se na coabitação (social, cultural e geográfica) entre ideias, visões e vivências diversas de uma mesmo facto. E nunca no combate à existência de factos sociais e culturais instituídos, muito menos por estranhos á questão.
É aqui que os ateístas perdem toda a razão: é aceitável que as religiões se digladiem nas razões que levam a ter a sua visão de Deus como a correcta, e tentar propagá-la. Mas, não é razoável nem admissível que uma entidade que nega a existência de Deus, também entre na disputa.


Perdoe-se esta comparação!
Estamos perante uma falácia do género: Porto, Benfica e Sporting disputam o campeonato, mas agora aprece um grupo de anti-futebol (sem estádio, sem bola e sem equipa) a querer participar no campeonato, para acabar ele e tentar destruir o futebol, só porque não acredita nas virtudes de tal desporto, e é contrária à sua existência ou à sua filosofia.

Tenham paciência, senhores ateístas: têm toda a liberdade de "ser ateus" e de filosofar, mas não queiram armar-se em facção religiosa, muito menos colocar-se em pé de igualdade com as religiões – cada macaco em seu galho!